Muito aprendemos sobre as árvores, se observarmos os passarinhos...
Lourdinnha Vilela
-Reflexões de A. Buchmann-
...E as velhas árvores, testemunhas vivas das lutas de gerações de homens no seu incessante ir-e-vir, permanecem imóveis, cravadas no solo, presas pelas suas próprias raízes, dando guarida a andarilhos e viageiros e abrigando a passarada.
Em bosques repletos de cantos melodiosos, não sobra espaço para os maus sentimentos.
,No Brasil encontramos 47 espécies da família picidae.
Os pica-paus são aves relativamente fáceis de que se identificar na natureza pelo observador de aves, pois possuem uma característica muito especial: são hábeis “cavadores de buracos em troncos”, o que fazem com o forte bico, a procura de alimentos. Sua língua é vermiforme e muito longa, sendo um eficiente instrumento para a coleta de insetos que ficam no interior dos “furos que faz na madeira”. Normalmente os machos distinguem-se das fêmeas por possuírem “bigode” (estria malar) normalmente vermelho ou mancha desta cor na nuca. A cauda é utilizada como órgão de apoio para que fique verticalmente nos galhos. São aves que nidificam em ocos de árvores, os quais cavam com seus fortes bicos. Vocalizam de forma estridente, sendo por isto conhecidos por “gritadores”, utilizando o “tamborilar” como meio de comunicação. O “tamborilar” é quando a ave bate em um troco de arvore oco produzindo um som parecido com uma batida que chega a alcançar grandes distâncias na floresta. Parece que serve também para delimitar território. Os pica-paus maiores como dos gêneros Celus, Dryocopus, Colaptes e Melanerpes possuem um vôo característico ondulado, que os denuncia a distância, ficando fácil ao observador identifica-los. Já os pequenos Picumnus vivem praticamente no meio das folhagens e voam pequenas ditâncias, praticamente pulando de galho em galho. Em vista de nidificarem em ocos de árvores, os grandes pica-paus encontram-se em declínio populacional devido a derrubada das florestas ou de arvores grandes em florestas remanescentes, por ficarem impossibilitados de procriar.
Enfeitei de cores e flores,
o cristal que te encantou,
-- Imitando teu canto
Cantei mesmo que aos
prantos
e
chorei tuas penas,
Na prisão que te encerrou.
Mas quando fazes teu ninho
No meio do meu jardim
Sei bem assim
Passarinho,
Que à humanidade, perdoou.
Lourdinha Vilela.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
O silêncio grita
Explode em beleza.
Sereno grito,
O silêncio da natureza
Lourdinha Vilela
Vídeo- Lú Além de gostar muito de fotografia, as vezes faço uns vídeos, claro , na condição de amadora, mas resolvi postar. Desculpem a qualidade. Neste, quis apenas retratar por alguns segundos, a quietude.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Pensei que fosse fogo!
Mas, era o sol.
Abri os braços, para o abraço.
A felicidade pode ser feita de momentos, em que paramos para observar e aprender lições que a Natureza oferece , ao nos deixar iluminados..
.Imaginem que surpresa boa. Avistei uma seriema. A sorte é que eu ando sempre com uma câmera quando estou no sítio. Parecia assustada, mas a sede era maior, também com tantos meses sem chuva. Vejam que ela olha para os lados, e é sempre assim, ao menor sinal de movimento ela sai de mansinho e some na mata.
Aqui buscando a sombra , ela descansa distraída.
Logo percebe minha presença e foge sorrateira.
Seriemas são aves terrestres de médio porte que preferem correr a voar. O grupo é nativo da América do Sul, e habita zonas de pradarias ou florestas abertas. Alimentam-se de pequenos insetos, lagartos ou cobras., como também de cajuis ou cajus do cerrado.Em contacto com os humanos, as seriemas são sempre desconfiadas, e quando se sentem ameaçadas por eles, costumam abrir suas asas e enfrentá-los.
Diz a lenda que o canto de pássaro indica o final da época das chuvas.
Aceitam pequenos alimentos dados pelo homem , pedaços de pão, grãos de milho, andam em casais ou pequenos grupos. A noite abrigam-se no alto das árvores onde constroem seus ninhos.