terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Hoje estou de volta ao blog, passei uns dias na roça e descansei bastante, quer dizer das coisas da cidade, pois roça também dá um trabalho... -Mas é bem diferente. O contato com a natureza faz tudo ficar mais fácil,  prazeroso e bonito. No último sábado fomos pescar, confesso que não é a pescaria que realmente me atrai, mas o simples fato de ficar em contato com a natureza, ver a vegetação diferente em cada tipo de solo,  à cada estação. Ver o céu se modificando  minuto  a minuto  quando vem chegando a noite, os reflexos nas águas... 
É maravilhoso, observar cada minúscula e frágil  flor que se multiplica nos morros rochosos  com suas raízes fortes, e penso em minha mãe. As árvores lindas, cercadas de outros arbustos que se hospedam em seus caules  talvez  buscando carona pra sobreviver e sinto a solidariedade tão clara e exemplar. As pequenas ondinhas da lagoa que lavam  e levam as pedrinhas. Enfim vejo a natureza se apoiando apesar da invasão do homem  que avança com seus interesses abrindo caminhos  para a destruição. Aí me dá um medo tão grande, e quero fotografar tudo enquanto houver tempo. registrar de alguma forma, para depois mostrar aos netos o quanto Deus é Perfeito e Bom.










                                                                         

                                                                            
                                                                               

Um grande abraço em todos. Logo estarei visitando e agradecendo pelo carinho. 

domingo, 12 de janeiro de 2014



 Na natureza
as águas invadem,
 recuam,
assim  como no coração;
a tristeza. 


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014


E começando o ano de 20l4 com muita  alegria,
 trouxe 
minhas flores pra vocês.






Bougainvilles
braços de cores e flores
abraçam a vida





domingo, 29 de dezembro de 2013

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

A


Movimento  e som
que vêm com o  vento, traduzem
paz e alento

Lourdinha Vilela



quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Vira-latas



A cerca era toda em arame farpado.
Várias carreiras listravam a visão.
Mesmo assim dois cãezinhos esguios
por ela entravam,
atraídos pelo cheiro
da comida no fogão.
E na hora em que família  reunia-se
na varanda pra almoçar,
sempre  pra eles sobrava,
Um pouco de tudo, pra festejar.
Hora o osso, de uma pobre galinha,
um pouco de angu de fubá,
água da poça, quando chovia,
mas se a barriga tava cheirinha
pra que reclamar.
Um dia uns homens vieram,
derrubaram da roça, a cerca
E os cãezinhos espiavam
Com carinha  de surpresa.
Agora seria mais fácil...
Nada de arame pra espetar.
Mas aí... chegaram tijolos
E mais homens, e mais pás.
 Uma imensa parede  crescia
Pra roça novamente cercar
Pobres cãezinhos agora
Se olhavam ,
Famintos  a pensar
Melhor procurar outra cerca
Por que comida
É pra comer
E não, só pra  cheirar.

Lú Vilela

Repostei para mostrar agora a FAMÍLIA CARRAPICHO