domingo, 7 de junho de 2015
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Noturno
A natureza se apóia, consola
e se abraça mutuamente.
Em seu regaço, árvore mãe
abriga seus galhos(filhos).
Brisa e noite
adentram espaços inexplorados
em verde e negro mesclados
bailam braços entrelaçados.
Lourdinha Vilela
terça-feira, 26 de maio de 2015
Eu e o vento
Na euforia do vento,
atrevo-me- transcender.
Quero juntar-me ao som
ao movimento,
quando envereda
túneis e alamedas
por entre a mata ciliar.
Soar, ressoar
Somado ao rumor do rio.
Transportar folhas,
flores e cores,
sementes,
à terra úmida
a esperar.
Peço desculpas por estar reeditando algumas postagens. Estou cuidando de minha mãe, logo estarei de volta. bjs.
sábado, 9 de maio de 2015
Passarada
Me agarro ao pé de uma árvore qualquer,
se é que existe uma árvore qualquer,
pois acho que não,
toda árvore é mais que um pé.
É sintonia e sinfonia
é ausência de solidão,
esteja onde estiver.
E eu me escondo e me encontro
atrás de um pé de Jamelão.
Pássaros que vêm e que vão
Alguém passou
acelerado
pra assustar e afugentar.
Mas eu não
Para a alegria das formigas,
Eu ficaria por uma tarde
encostada à árvore.
É que em mim está
essa fração de pássaro
quando penso em liberdade.
Me alegra que se fartem
na festa das manhãs de sol
quando os meus olhos,
enchem minha alma de voos.
Lourdinha Vilela
domingo, 3 de maio de 2015
Agonia das Rosas
Imagem retirada da Internet.
Suaves movimentos
Saboreando o sol,
Rosa e botão
Namorando o vento.
Rosa, a menina,
plantou
tanto amor por suas rosas
seu nome tomou
Sonho fecundo
transformar amor em adubo
e da terra esperar
o presente oriundo
Agora o momento!
tormento e vontade
Rosa querendo,
o fruto do amor, rosa e botão.
Impulso do crime
paixão
Rosa e a tesoura
tesoura e a rosa
tesoura e botão
Rosa correndo
o presente nas mãos
sangue verde
verde emoção
E agora
o vento e a roseira
como no adeus - Solidão...
Sobre a mesa da sala
vaso em cristal
água fria, fria,
alimento final
Rosa contempla
Sem movimento
Sem o brilho do sol
namoro do vento.
Dias de dor.
Ritual.
Pétalas caídas
botões ambíguos
Terminal.
Lá fora
Rosa e a roseira
Terra, sol e vento
Espera e momento...
Eis que surge um botão!
e da Natureza
O perdão.
Lourdinha Vilela
foto Lú
Muitas das minha queridas amigas seguidoras conhecem esse poema, outras ainda não, resolvi então
trazê-lo de volta.
Me recordo agora que foi um dos meus primeiro poemas, lá no Expresso do Interior..
.
Eu particularmente gosto muito por que escrevi com muita emoção.
Beijos e um lindo e abençoado domingo .
Muitas das minha queridas amigas seguidoras conhecem esse poema, outras ainda não, resolvi então
trazê-lo de volta.
Me recordo agora que foi um dos meus primeiro poemas, lá no Expresso do Interior..
.
Eu particularmente gosto muito por que escrevi com muita emoção.
Beijos e um lindo e abençoado domingo .
.
domingo, 19 de abril de 2015
Fugaz
Com tanta pressa
A nossa memória
Poderá ser apenas
um arquivo de vultos,
ventos revoltos,
nada que um dia
coube sentir e abraçar
É preciso voltar à calmaria!
sequestrar perfumes e cheiros
nuances,
novelos inteiros
de fios-histórias
pra contar.
É preciso voltar à calmaria!
sequestrar perfumes e cheiros
nuances,
novelos inteiros
de fios-histórias
pra contar.
A paisagem da vida,
absorver e observar.
Lentamente...
Lourdinha Vilela
Fotos- Eu
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Sombra e renda
Há uma árvore
fazendo renda
de sombra
No chão.
Há um menino
E uma esperança
no alto-atalho da árvore,
uma visão,
seu pequeno mundo
ampliado agora
perto do céu
a imensidão.
Quem dera um pássaro
emprestasse suas asas
voaria o menino
feito um falcão.
Por sobre as casas,
a linha do trem,
o rio, as matas,
por todo o Sertão,
Um vento mais forte
acordou o menino
do sonho sereno
brusco empurrão.
Voou curtinho, desequilibrado
de asas quebradas
sentimento humilhado
de volta à renda, da sombra da árvore
no chão.
no chão.
Lourdinha Vilela
Imagem - Brasilândia MG
Continuando com o tema, trouxe um poema que gosto muito, do blog - "Fala comigo doce como a chuva". da minha amiga Nádia Dantas. O blog é excelente e trás sempre obras de grandes autores.
PALAVRAS
Manoel de Barros.
Palavra dentro da qual estou há milhares de anos é árvore.
Pedra também.
Eu tenho precedências para pedra.
Pássaros também.
Não posso ver nenhuma dessas palavras que eu não leve um susto.
Andarilho também.
Não posso ver a palavra andarilho
que eu não tenha vontade de dormir debaixo
de uma árvore,
que eu não tenha vontade de olhar com espanto, de novo, aquele
homem do saco, a passar como um um rei de andrajos
nos arruados da minha aldeia.
E tem mais. as andorinhas pelo que eu sei,
consideram os andarilhos como árvore.
Não é lindo esse poema?
Continuando com o tema, trouxe um poema que gosto muito, do blog - "Fala comigo doce como a chuva". da minha amiga Nádia Dantas. O blog é excelente e trás sempre obras de grandes autores.
PALAVRAS
Manoel de Barros.
Palavra dentro da qual estou há milhares de anos é árvore.
Pedra também.
Eu tenho precedências para pedra.
Pássaros também.
Não posso ver nenhuma dessas palavras que eu não leve um susto.
Andarilho também.
Não posso ver a palavra andarilho
que eu não tenha vontade de dormir debaixo
de uma árvore,
que eu não tenha vontade de olhar com espanto, de novo, aquele
homem do saco, a passar como um um rei de andrajos
nos arruados da minha aldeia.
E tem mais. as andorinhas pelo que eu sei,
consideram os andarilhos como árvore.
Não é lindo esse poema?
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