domingo, 8 de abril de 2018

                                                   


                                          Olha que visita linda! Bem em frente ao meu portão lá no sítio, fica esse poste,  como se fosse  um marco de muitas fotos que tenho nos meus arquivos. Muitas vezes contrastou com um céu de nuvens pesadas, carregadas de chuva que em seguida caem fazendo a felicidade do cerrado, noutras, como nessa manhã ensolarada, recebe a visitas de pássaros de todas as espécies.
. Eu agradeço e sinto uma felicidade imensa em poder contemplar . Não posso afirmar com certeza , mas pela comparação com fotos de alguns sites , trata-se  do Pica-pau do Campo.







































segunda-feira, 5 de março de 2018


 Olhares que encantam. 

Adoro fotografá-los. Eles agora permitem que eu chegue bem perto. E quando estão separados, mãe e filhotes, são mais  acessíveis  ainda, parecem querer tocar a câmera. Já, trazendo  o filhote nas costas a mãe não se aproxima muito não, claro, está ali em missão -a missão da defesa- Mesmo assim dá para reparar  os olhos de cada um. Enquanto o olhar do filhote parece plainar sobre o desconhecido, como um olhar descansado e curioso, o olhar da mãe , carrega uma mensagem de ameaça tanto para si e sua cria, quanto para ameaçar quem os está a   mirar agora e no  caso eu, como se quisesse dizer, não se aproxime.  E eu entendo esse olhar tão penetrante de mãe quando sente qualquer possibilidade
de perigo para as suas crias.









Me surpreendo quando ela pula de um galho  para o outro, carregando um ou dois filhotes em suas
costas, como se estivesse sozinha.  A natureza é sábia e a demonstração de carinho e de abrigo  entre eles é tão intensa... 

Fotos de Lourdinha Vilela. 




sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

FUGA



Asas abertas,
Adeus gaiola...

Refletir o amarelo,
Mais ainda!
Sob a luz do sol.
Entrou no verso,
Canário com anilhas,
Asas douradas.
Distante ficou a cidade,
Milhas!  
Fez poema de voos.
Felicidade,
É ser  apenas pássaro agora.

Alguém lá em baixo chora.

Lourdinha Vilela



sábado, 18 de novembro de 2017

                                       

A natureza é só coração



Nesses caminhos desnudos de aparências fugazes
meu coração expande em frequência máxima
a sua ventura.





Quando flores se exibem no fôlego efêmero  da estação. 


e  no horizonte  das cores, aplaude o ouro e as luzes da divina ostentação.

A NATUREZA É SÓ CORAÇÃO

Nesses caminhos desnudos de aparências fugazes
meu coração expande em frequência máxima
a sua ventura,
Quando flores se exibem no fôlego efêmero  da estação. 
E  no horizonte das cores,
 aplaude o ouro
e as luzes
 da divina ostentação.

Lourdinha Vilela


terça-feira, 26 de setembro de 2017

O que temos para hoje!




 Minha mãe, sempre sábia, todas as manhãs, sentando-se junto a nós -  eu e mais cinco irmãos - servia o café, acompanhado de pão, manteiga e leite – As vezes tinha bolo. A mesa e as cadeiras eram móveis antigos que ela cuidava com todo o carinho por se tratar de um presente de uma tia nossa.  Eu, já me levantando apressada para ir à escola, recebia seu beijo além do seu olhar doce, que também queria perguntar se eu não estaria esquecendo algo, se estava levando o casaco de frio – estivesse frio ou não. Antes de sair eu perguntava o que seria no almoço, imaginando os sabores da comida deliciosa que ela preparava, apesar da simplicidade. Ela fazia uma expressão feliz, silenciava e como se tivesse um olhar de Raio-X, parecia percorrer os armários por dentro, onde guardava os alimentos – me recordo de não possuirmos geladeira - Vou ver o que  temos para hoje!  Ela sempre dava um jeito de nos surpreender.  O que tivéssemos para o dia de hoje, seria o suficiente, nos bastaria. A consciência de que tudo seria providenciado, sem lamentos, cobranças, stress. ( aliás nem tínhamos conhecimento do que essa palavra poderia significar)  era a certeza de que tudo transcoreria em paz, houvesse o que houvesse, que mudasse a rotina, que nos deixasse alegres ou tristes, havia uma paz, tudo se resolvia a contento sem que perdêssemos a serenidade.
   -“ O que teríamos para hoje”, era um dia longo, onde aproveitaríamos ao máximo, o sol, as árvores no quintal, a natureza, o encontro com os ninhos de passarinhos, as poças d´água que a chuva fazia, as brincadeiras com a bola, as tarefas da escola, a chegada do nosso pai, que sempre trazia pastéis a noite. A preocupação com o futuro chegou sim, mas sem medo, carregada de sonhos que pareciam tão distantes... tanto que não chegava a ser realmente uma preocupação.
 Crianças é o que éramos, e felizes.
Sinto nas crianças de hoje, uma preocupação extrema com o possuir. A felicidade está focada apenas em tudo o que o dinheiro possa comprar. Se isso as fazem felizes, tudo bem, o mundo mudou eu sei, mas há um prejuízo, o de se tornarem escravizadas por toda uma vida.
Ah, que vontade de comer abóbora com carne seca!!!
Lourdinha Vilela.